~ Quinta-feira, Maio 12

sabe, eu sou uma pessoa muito ajuizada na escola; não converso muito, não falo alto, não interrompo o professor, apenas durmo.
mais precisamente eu durmo muito na aula, geralmente umas duas aulas inteiras.
não era assim até ano passado, eu costumava não ter sono nenhum de manhã mesmo indo dormir as duas da manhã e acordando as seis (talvez seja porque eu dormia de tarde. duh ¬¬); acontece que agora, não sei por que, mesmo quando eu durmo cedo (meia noite) eu tenho MUITO sono na aula. daqueles bem incontrolável mesmo, o olho vai caindo involuntáriamente e você não pode fixar o olhar em alguma coisa por nem um segundo senão sem nem perceber você está dormindo sentada e a voz do professor continua de fundo na sua cabeça (essa é uma experiência muito ruim).
enfim, acontece que eu sou fraca e depois de uns cinco minutos nessa situação de queda de palpebras eu não resisto e me rendo ao sono.
e assim se seguia, todos os dias. depois de durmir uma aula e meia, ou duas, o sono passava e eu podia voltar a assistir aula normalmente.
até que um belo dia, aconteceu.
estava sonhando tranquila apoiada na dura carteira mas nem me importando com isso, afinal o sono é forte dimais pra se importar com isso, quando de repende eu sonho que estou caindo de uma escada.
sim, exatamente o que você está pensando (ou não), esses sonhos de queda que fazem você acordar num tranco.
sim, exatamente o que você já pensou (e começou a rir): no meio da calma classe, de repente, uma menina dá um "pulo" (lógico que eu não cheguei a sair da cadeira, mas vocês entenderam...) e abre os braços além de ter um pequeno tremor, ou seja, praticamente um ataque cardíaco no meio da classe. pff, magina, ninguém reparou ¬¬
mas posso dizer, pior do que acordar num tranco, é acordar num tranco com todas as pessoas da classe rindo de você.
ah fazer o que? rir junto né...
e assim foi, pronto, passou, no próximo intervalo ninguém lembra de mais nada.

até que no dia seguinte...
eu decido dormir de novo, e (pasmem!) acontece de novo ¬¬
e assim vem se seguindo todos os dias.
hoje eu sou a atração da classe, a grande diversão, a discontração da aula. sim, sou eu =)
quando eu durmo todos já ficam atentos e anciosos pelo grande momento.
eu sei que um dia vai perder a graça, por isso estou aproveitando enquanto minha fama ainda é forte.
haha, não, eu não ligo de ser idiota.
as pessoas gostam de mim assim mesmo (ainda bem =)

- Daniela | 6:50 PM | comentários



~ Sexta-feira, Maio 6

eu já contei da vez que achei que tava com dengue?
ah não, é porque foi muito vergonhoso. mas tudo bem, até parece que eu quero mostrar que não sou vergonhosa (já essa palavra "vergonhosa" me dá vergonha de falar ¬¬ )
enfim, eu devia ter uns 10, 11 anos...
era época de grande epidemia de dengue e os malditos comerciais falando do mosquito passavam a cada 2 minutos; além dos outdoors e dos cartazes dizendo "dengue pode matar!".
bom, devo deixar bem claro que eu sempre fui meio problemática com essas coisas de insetos e, é lógico, também sempre tive uma imaginação muito grande (além de sempre levar muito a sério esses anúncios dizendo que a dengue matava).
foram tantas as vezes que eu vi aquela imagem do mosquitinho amarelo com bolinhas naqueles comerciais, que, quando fui pra Ribeirão Preto na casa da minha tia e observei bem de perto um pernilongo que picava minha perna (detalhe que eu deixei o pernilongo picando pra prestar atenção em como ele era). não deu outra: tinha bolinha e tinha alguma coisa amarela - só podia ser dengue!
naquele dia eu fui pro shopping com os meus primos e não podia me concentrar em outra coisa se não a dor de cabeça que do nada eu comecei a sentir. as crianças corriam felizes de lá pra cá querendo ir nos brinquedos da divertilândia e eu não conseguia pensar em nada se não nas manchas que eu já tava começando a ver. ¬¬
no dia seguinte, nós voltamos pra Sorocaba.
pra tentar me distrair um pouco chamei minha amiga pra ir em casa. nós fomos no shopping e voltamos, mas eu não conseguia tirar aquilo da cabeça!
no fim do dia eu já não aguentava mais. fui pro quarto dos meus pais...

eu - mãe... eu... eu.. (começa a chorar) eu acho que tô com deeeeengue
mãe - Q?
eu - soluçando de tanto chorar - é mãe. eu acho que eu fui picada lá em ribeirãooo
mãe (com certa vontade de me mandar dormir) - calma filha. num foi nada não...
eu - parando de chorar por uns segundos pra pegar ar - mas mãeee. eu viii!
mãe - viu o que filha?
eu - o pernilongooo. era igual o do comercial
mãe - .... ¬¬
eu - ............. MÃÃÃ~E EU NUM QUERO MORREEEEEEEEEE
minha amiga e minha irmã ao fundo no meu quarto - hUIAHIOUhaiuhIUHAIUhia
mãe - começando a ficar preocupada com a minha saúde (mental) - que é isso dani? você num foi picada pelo mosquito da dengue e você num vai morre
eu - desesperada - mas no comercial eles falam que dengue pode matarr mãeeeeee eu to com medooo. olha, eu tô com manchas
mãe - magina dani, você tá vendo coisa.
(...)

seguiu-se a partir daí um longo diálogo até eu me convencer de que não estava com dengue.
e fui eu depois de algum tempo descobrir, vejam só, que dengue raramente mata e que esses comerciais são extremamente escadolosos e assustam criancinhas!

ps: eu ainda tenho fobia de insetos ¬¬

- Daniela | 12:29 AM | comentários




postar alguma coisa apenas para fazer sentido ter "maio" nos arquivos que vocês podem encontrar logo na coluna ao lado.
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- Daniela | 12:23 AM | comentários



Daniela Del Ben Giradi, 16 anos.
tentou fazer um perfil do tipo "amélie poulain", não conseguiu então decidiu parar de frescura e escrever só o necessário.
gosta de: sua casa, seus amigos, sua família, seu cachorro, seu periquito imaginário, seu amigo invisível com o qual mantém conversas inteligentissimas desde 1990 todos os dias antes de dormir, seu computador e todas as coisas presentes nele, seus bichinhos de pelúcia, sua vida rotinária e de calmaria, poluição de são paulo, shows de rock, dias frios, ironia, velharias e sorvete de creme com cobertura de caramelo e calda de banana.
não gosta de: obrigações ou pressão, escrever na terceira pessoa que por sinal é o que ela está fazendo agora, drama/tragédia e derivados fora dos filmes, gente que tem a plena certeza de que são tudo o que não são, andar por avenidas, bichinhos de luz, miojo e o fato de não ter conseguido jamais escrever um diário quando era pequena (isso realmente me incomoda muito.)
pretende da vida: morar em são paulo, escrever (não se sabe o quê, nem como, nem por quê), ver um E.T., inventar uma prancha que voa, viajar, casar talvez, fazer uma descoberta cientifica (enquanto observa uma paisagem) que ficará para a história, fazer uma faculdade e ter um emprego, ter um lugar pra morar, ter um carro, atuar em uma peça de teatro, ir num show do gino & geno e gravar um clipe cantando no carro durante uma viagem tipo alanis morissette.
mora em: Sorocaba.
(( winamp ))


(para mais informações clique no meu nome no fim de cada post pois afinal aquele nome tem que ter alguma utilidade já que todo mundo já sabe que sô eu mesma que posto aqui)

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