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~ Sexta-feira, Dezembro 26 |
Sinceramente, o que é que você pretende? Qual é a dessa conversinha toda, de fazer de trouxa, de dizer que sente saudade? Partindo da mesma boca que me disse um dia que não acreditava na amizade, depois de tudo. A mesma boca que não conseguia ficar longe, e agora vem me dizer coisas assim, sem som nenhum: só dito à toa? O que é que você quer com essa risada sarcástica, que acha que faz de palhaça, que acha que agora tem direito, de brincar com o que nem foi feito? Com o que eu nem fiz por merecer? O que você tá fazendo, afinal? Brincando com quem já sabe da falta de potencial, da falta de energia, das tendências minhas: eu já sei dos meus defeitos! Pra quê isso? Como você acha que fico, quando você vem assim todo convicto, dizendo que na verdade, é verdade, "você pegou minha pior parte; minha pior fase", e eu fui assim sua pior chatisse; então pára de vir assim como quem nem disse, como quem nem quer nada, só fazendo de conta que ainda tem poder de me parar. Chega, agora. Que já travei e confundi tudo demais, por sua causa. Por sua causa sem causa. Só de brincadeira. E já sei que é besteira, sempre soube que não era certo; já nem quero mais ficar por perto; quando você só quer me alcançar pra fazer graça, de graça. E nem tem graça. Desgasta. Chega, que agora você me magoou, e quis. E eu já não quero mais! Ia ser engraçado, se eu levasse a sério seu convite. Se eu fosse lá assistir ao vivo o desleixo que você quer provar. Mas já não sinto ciúmes mais, meu bem. Conheço seus jogos, mesmo sem te conhecer direito, conheço o que acontece aqui nesse peito, e sei o que não me vale. Deixa esse vale. (De algum tempo atrás, não tão atrás, ainda traz?) - Daniela | 12:46 AM | comentários |